Sócios de provedor de internet são suspeitos de alertar criminosos sobre incursões policiais; operação é desdobramento da Operação Godos
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira (11/03) a Operação Eco. A ação visa investigar o vazamento de informações sigilosas de operações policiais para integrantes de uma organização criminosa armada que atua na região de Nova Mamoré (RO).
Detalhes da Investigação
A Operação Eco é um desdobramento da Operação Godos, realizada em novembro de 2025. Segundo as autoridades, o alvo da ação, que atua como sócio-administrador de uma empresa provedora de internet, teria utilizado a estrutura de comunicação e terminais telefônicos para alertar membros do grupo criminoso sobre o início de incursões policiais.
Esses avisos permitiram que os suspeitos destruíssem vestígios e tentassem evitar a captura pelas forças de segurança. A investigação aponta que o grupo criminoso é responsável por crimes graves, incluindo extorsão, homicídio e lavagem de capitais.
Ações realizadas
- Mandados: Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Nova Mamoré, um em um endereço residencial e outro na sede da empresa do investigado, expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho.
- Medidas cautelares: A Justiça determinou o afastamento do sigilo de dados telemáticos dos dispositivos apreendidos. Além disso, foi imposta uma medida cautelar proibindo o investigado de manter contato com outros 79 alvos ligados à organização criminosa desmantelada na Operação Godos.
- Nome da Operação: O termo “Eco” refere-se à conduta do investigado de “ecoar” os passos das autoridades, servindo como um sistema de alerta para garantir a impunidade do grupo criminoso.
As autoridades seguem analisando o material apreendido para aprofundar as investigações e identificar possíveis outros envolvidos no esquema de obstrução de justiça.