Grupos disseminam misoginia online em comunidades digitais

Redação Plenário

Manifesto contra violência às mulheres. (© Tomaz Silva/Agência Brasil)

Fóruns e redes sociais concentram discursos de ódio e termos pejorativos contra mulheres.

Grupos de homens utilizam fóruns e redes sociais para propagar o ódio contra o público feminino. O movimento conhecido como redpill utiliza referências cinematográficas para defender uma suposta superioridade masculina. Os participantes dessas comunidades reforçam estereótipos de gênero e conceitos de dominação em plataformas digitais de grande alcance.

A disseminação da misoginia online envolve vocabulário próprio para identificar e classificar mulheres em categorias pejorativas. Pesquisadores apontam que esses ambientes virtuais estimulam comportamentos agressivos e a rejeição aos direitos conquistados pelas mulheres. O monitoramento dessas redes revela uma conexão entre o discurso teórico e a prática de violência psicológica.

Lola Aronovich, autora de blog sobre direitos humanos, afirma que os agressores possuem perfis ideológicos semelhantes. Segundo a ativista, os membros desses grupos acumulam diversos preconceitos além do machismo.

“Desde o começo percebi que são homens de extrema direita. Esses homens sempre carregam um combo de preconceitos”, avalia a pesquisadora sobre o comportamento dos usuários.

O fenômeno da misoginia online também se manifesta por meio de técnicas de manipulação emocional e psicológica. Algumas vertentes defendem o retorno a papéis tradicionais de submissão total ao marido. O aumento desses conteúdos nas redes sociais motiva debates sobre a necessidade de regulação e combate ao discurso de ódio no Brasil.

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