Trabalhadores rejeitam alimentos ultraprocessados em seis países

Redação Plenário

Alimentos à venda. (© Tânia Rêgo / Arquivo Agência Brasil)

Pesquisa internacional indica que sete em cada dez funcionários temem riscos à saúde.

A percepção negativa sobre alimentos ultraprocessados atinge 71% dos trabalhadores em nível global. O levantamento da empresa Sodexo ouviu profissionais no Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido. Os dados mostram uma preferência crescente por refeições frescas e sazonais nos restaurantes das companhias.

Os funcionários brasileiros apresentam maior resistência aos alimentos ultraprocessados do que a média mundial. Cerca de 800 colaboradores locais participaram da sondagem e apontaram a praticidade como o único benefício desses itens. A consciência sobre o impacto ambiental das dietas também influencia a permanência de talentos nas corporações.

Cinthia Lira, diretora de Marketing da Sodexo Brasil, observa uma mudança de postura no recrutamento e retenção de pessoal. “Temos visto que colaboradores demonstram maior disposição para deixar organizações que não adotam práticas sustentáveis”, afirma a executiva. A busca por saúde orienta agora as decisões estratégicas dentro dos refeitórios empresariais.

O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda distância de alimentos ultraprocessados devido ao excesso de sódio e gorduras. Essas formulações contêm corantes e aromatizantes que elevam o perigo de doenças crônicas como diabetes e obesidade. O Ministério da Saúde alerta para o potencial viciante desses produtos fabricados com substâncias sintetizadas.

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