Filho do ex-presidente diz que pretende oferecer “caminho diferente” para combate à corrupção, à violência contra a mulher e para o uso do dinheiro público
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, participou neste sábado (14.mar) de um evento partidário em Ji-Paraná (RO) e afirmou que o seu grupo político ligado pretende “resgatar” o país do PT. Segundo ele, a mobilização faz parte de uma série de agendas que o partido pretende realizar pelo Brasil.
“Me sinto muito em casa aqui em Rondônia, em Ji-Paraná, na cidade do amigo Marcos Rogério. A gente dá continuidade a cada movimento no sentido de mostrar para todo o Brasil que nós temos o caminho da prosperidade para seguir, falar de propostas, reforçar o nosso time partidário”, disse.
Flávio participou de ato que, na prática, lançou a pré-campanha do também senador Marcos Rogério (PL-RO), candidato ao governo do Estado. Durante o evento, o senador citou a articulação do PL para as eleições no Estado. Segundo ele, o encontro marcou filiações e o lançamento de pré-candidaturas.
“Hoje é um evento de filiação de alguns parlamentares que já têm mandato, vamos trazendo outros que vão ser pré-candidatos também e fazer oficialmente o lançamento da pré-candidatura ao governo do Estado do meu amigo Marcos Rogério”, afirmou.
Flávio também citou nomes que devem disputar vagas ao Senado, como o deputado Fernando Máximo (União Brasil-RO) e Bruno Scheid. Segundo ele, o objetivo é montar uma chapa “com ainda mais robustez, mais musculatura”.
O senador afirmou que a mobilização busca apresentar “um caminho diferente” para o país. “Mais uma vez mostrar que o Brasil tem um caminho diferente para seguir de combate à corrupção, um caminho de endurecimento da lei penal contra marginal, contra agressor de mulher, contra feminicida, para a gente poder usar dinheiro público de verdade onde precisa”, disse.
Ao comentar o estado de saúde do pai, Flávio afirmou que o ex-presidente está internado em razão de complicações da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
“Ele sempre teve uma saúde de ferro. Por isso que ele resiste e consegue atravessar essas dificuldades”, declarou. Segundo o senador, o quadro está estável, embora haja “uma sobrecarga nos rins” e possível insuficiência renal.
O principal foco deste primeiro giro de Flávio pelo país é na montagem de palanques para candidatos ao governo e ao Senado.
Flávio Bolsonaro foi alvo de acusações em três frentes
A principal foi o caso da rachadinha na Alerj. O Ministério Público apontou suspeita de desvio de salários de assessores no período em que ele era deputado estadual. Em 2022, a Justiça do Rio rejeitou a denúncia depois da anulação de provas pelo STJ e pelo STF. O caso foi arquivado naquele formato, mas a decisão deixou aberta a possibilidade de nova apuração.
Depois, o nome dele apareceu na investigação sobre uso da Abin para atingir auditores da Receita ligados ao caso da rachadinha. A Polícia Federal disse que houve ação para tentar levantar informações contra esses servidores e enfraquecer a apuração. Flávio negou envolvimento. No relatório final da PF sobre a chamada Abin Paralela, ele foi citado como beneficiário político da articulação, mas não apareceu como indiciado nessa etapa.
Na área eleitoral, Flávio também foi multado pelo TSE por divulgar vídeo com informação falsa contra Lula durante a campanha de 2022. Em outro caso, o TRE do Rio arquivou investigação sobre suposta falsidade ideológica eleitoral ligada à eleição de 2014.