Criança Yanomami morre durante transporte aéreo para Boa Vista

Redação Plenário

Povo Yanomami sofre com desnutrição por conta dos crimes ambientais na região. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Uma menina de um ano de idade sofreu parada cardiorrespiratória enquanto recebia socorro médico emergencial em aeronave de resgate na Terra Indígena

Uma menina Yanomami de um ano morreu durante o voo de emergência entre a Terra Indígena e Boa Vista neste domingo. A equipe de saúde a bordo realizou manobras de reanimação após a paciente entrar em colapso respiratório pouco depois da decolagem na região do Surucucu.

O corpo da criança seguiu para o Instituto Médico Legal da capital roraimense para a realização de exames complementares de necropsia.

O quadro clínico da vítima indicava desidratação profunda decorrente de complicações severas de malária e desnutrição aguda.

Médicos do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana relataram que o estado de saúde da menina exigia cuidados intensivos imediatos em unidade hospitalar de alta complexidade. A logística de transporte aéreo enfrenta dificuldades devido às condições climáticas instáveis na floresta amazônica durante este período.

“Fizemos todos os procedimentos possíveis, mas a fragilidade do organismo da criança impediu a estabilização”, declarou Ricardo Amaral, médico socorrista responsável pelo atendimento na aeronave.

O profissional explicou que o atraso no diagnóstico inicial nas comunidades isoladas compromete a eficácia do tratamento emergencial. A assistência governamental mantém equipes permanentes na tentativa de conter o avanço de doenças infectocontagiosas entre os indígenas.

O Ministério da Saúde monitora o aumento de casos graves de malária em áreas afetadas pelo garimpo ilegal dentro do território protegido. Relatórios oficiais apontam que a contaminação da água e a degradação do solo impactam diretamente a segurança alimentar das famílias residentes.

O governo federal planeja o reforço das bases de proteção ambiental para garantir o acesso seguro de agentes de saúde às aldeias remotas.

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