Estudo aponta preconceito regional em respostas do ChatGPT

Redação Plenário

Chat GPT é alvo de criticas por gerar conteúdos preconceituosos. (Foto: Divulgação)

Preconceito regional e vieses na Inteligência Artificial

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram padrões de discriminação nas respostas geradas pelo ChatGPT.

O estudo utilizou testes de associação implícita para verificar como a ferramenta descreve habitantes de diferentes estados do Brasil.

Os resultados apontam que o sistema vincula cidadãos da região Nordeste a conceitos como ignorância e baixa renda com maior frequência.

O levantamento utilizou milhares de comandos para observar a variação de adjetivos e descrições fornecidas pela plataforma da OpenAI.

Enquanto regiões do Sul e Sudeste recebem atributos relacionados ao desenvolvimento e riqueza, o Norte e Nordeste enfrentam estigmas históricos nos textos gerados.

Conforme a professora e coordenadora da pesquisa, Aline Paes, “os modelos de linguagem refletem os preconceitos presentes nas bases de dados da internet”.

A OpenAI declarou que trabalha para reduzir vieses em seus sistemas e reconhece as limitações das versões atuais da tecnologia.

A empresa afirma que o treinamento envolve filtros de segurança, mas admite que o software pode reproduzir comportamentos humanos inadequados.

Especialistas em ética digital defendem a necessidade de auditorias externas e maior transparência nos algoritmos para evitar a propagação de discursos discriminatórios.

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