Brasil e Bolívia reafirmam ponte binacional em Rondônia

Redação Plenário

O presidente Rodrigo Paz da Bolívia e Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil. (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

Governo brasileiro planeja ampliar importação do insumo e investir em integração energética com país vizinho

O presidente Lula defendeu a ampliação dos investimentos na infraestrutura energética da Bolívia com o Brasil. O petista destacou que o país vizinho permanece como o principal fornecedor externo do insumo para a indústria nacional. Lula recebeu o novo presidente boliviano, Rodrigo Paz no Palácio do Planalto em Brasília (DF).

“A Bolívia permanece como uma fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil”, afirmou o presidente do Brasil.

A agenda bilateral incluiu a assinatura de um termo para a interconexão dos sistemas elétricos entre os dois países.

O projeto prevê a construção de uma linha de transmissão entre o departamento de Santa Cruz e o município de Mato Grosso do Sul. A iniciativa visa reduzir a dependência de geradores a diesel em regiões isoladas da fronteira e promover o uso de fontes renováveis.

Os mandatários também estabeleceram protocolos de cooperação contra o narcotráfico, crimes cibernéticos e mineração ilegal.

No campo comercial, os governos buscam reverter a queda no intercâmbio financeiro, que recuou para menos da metade na última década.

O presidente Rodrigo Paz lidera uma comitiva empresarial em São Paulo para prospectar novos negócios nos setores de alimentos e biotecnologia.

A expectativa é que a construção da segunda ponte ligando Brasil e Bolívia também facilite esse intercâmbio.

A via sobre o Rio Mamoré faz parte das Rotas de Integração Sul-Americana e vai ligar Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayarámerin, no departamento boliviano de Beni. A previsão é que as obras sejam iniciadas em 2027.

“Como parte do Quadrante Rondon, [a ponte] vai melhorar a conectividade dos produtores do Brasil e da Bolívia aos portos do Chile e do Peru, permitindo escoamento pelo Oceano Pacífico e acesso aos mercados asiáticos”, explicou Lula.

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