Deputada faz blackface na Alesp em crítica a Erika Hilton

Redação Plenário

Deputada Fabiana Bolsonaro na Assembleia Legislativa de São Paulo, durante sessão. (Foto: © Reprodução/TV Alesp)

A parlamentar Fabiana Bolsonaro utilizou maquiagem para simular pele negra durante discurso no plenário da Assembleia Legislativa

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo para questionar a identidade racial e de gênero na política.

“Eu estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista?”, afirmou a parlamentar durante a sessão.

O discurso focou na crítica à nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para cargos de liderança feminina.

A parlamentar do PL também dirigiu falas à identidade de pessoas transexuais ao comentar a representatividade nas comissões parlamentares. “Eu sou uma mulher. Não adianta se travestir de mulher. Eu não estou aqui ofendendo transexual, muito pelo contrário, eu estou dizendo, eu sou mulher, quero ser vista como mulher”, disse a deputada.

O posicionamento causou reações imediatas de outras bancadas presentes no plenário paulista.

A deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) reagiu às falas e registrou boletim de ocorrência por crime de racismo e intolerância.

“Crime de racismo é inafiançável, aconteceu de forma televisionada sem nenhuma reação da presidência da Assembleia Legislativa”, declarou a parlamentar do PSOL.

A deputada reforçou a necessidade de uma resposta institucional do Conselho de Ética da Casa diante do episódio gravado pelas câmeras da rede oficial.

A defesa da punição administrativa também partiu de grupos que defendem o respeito à população negra no estado. “Estamos exigindo da presidência da Assembleia Legislativa uma resposta e uma atuação agora, porque a população do estado, a população negra do estado de São Paulo merece respeito”, acrescentou Mônica Seixas.

O caso segue sob análise das autoridades policiais e das comissões internas da Alesp para apurar a quebra de decoro parlamentar.

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