O ex-prefeito de Porto Velho deixou o PSDB para fortalecer sua pré-candidatura ao Governo de Rondônia em nova legenda
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (UB), formalizou sua saída do PSDB e o ingresso no União Brasil nesta quarta-feira (18).
A mudança ocorreu durante articulação política em Brasília (DF) e define o novo rumo do ex-gestor para as eleições de 2026.
A escolha da nova sigla garante ao político maior capilaridade eleitoral, tempo de televisão e acesso a uma estrutura partidária robusta em nível nacional e estadual.
A trajetória de Hildon Chaves na capital rondoniense, onde exerceu dois mandatos consecutivos entre 2017 e 2025, serve como base para o projeto ao governo.
Para um veículo de comunicação local, Chaves teria confirmado o nome do deputado estadual Cirone Deiró (Elcirone Moreira Deiró) como vice na composição para disputa eleitoral ao governo de Rondônia.
Aliados do ex-prefeito afirmam que o período fora do cargo administrativo será dedicado a agendas no interior do estado para consolidar alianças regionais. O objetivo central é ampliar a viabilidade do nome do político perante os setores produtivos e lideranças municipais fora da região metropolitana.
O cenário político de Rondônia apresenta sinais de reorganização com a chegada de Chaves ao União Brasil. A nova legenda permite uma composição de base mais ampla para enfrentar a competitividade da disputa pelo Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual.
Observadores locais avaliam que a migração partidária antecipa o debate sucessório e força o reposicionamento de outros grupos políticos que pretendem disputar o comando da administração estadual nos próximos anos.
Escândalo do Banco Master
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, novo aliado de Hildon Chaves, afirmou a diversos interlocutores que a concretização da venda do Banco Master ao BRB resultaria em ganhos bilionários para ele.
Segundo informações da coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, o dirigente “afirmou a mais de um interlocutor que ganharia bilhões com a concretização da venda”. Rueda operou a aproximação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente da instituição pública brasiliense.
A atuação do dirigente não se limitou à venda da instituição financeira, abrangendo também a gestão de fundos previdenciários. Rueda articulou para que dinheiro do Fundo de Previdência do Rio fosse aplicado no Banco Master, consolidando sua influência sobre grandes movimentações de capital.
O enriquecimento do político e a ostentação com bens de luxo chamam a atenção de órgãos de controle e do Palácio do Planalto, especialmente após festas em Mykonos, na Grécia.
O escândalo do Banco Master refere-se a uma série de investigações sobre fraudes bilionárias, má gestão e crimes financeiros que levaram à liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.