Presidente assina decretos para preservação de 145 mil hectares e defende a universalização da Declaração do Pantanal em evento global
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, nesta semana, as metas do governo federal para a COP15, sediada em Campo Grande (MS). O Brasil busca alinhar os debates aos princípios de responsabilidade compartilhada e defende a criação de mecanismos financeiros multilaterais para nações em desenvolvimento. O plano brasileiro foca na proteção de rotas migratórias e na expansão de áreas preservadas em território nacional.
“A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A agenda oficial incluiu a assinatura de três decretos que ampliam a proteção ambiental em mais de 145 mil hectares. As medidas contemplam a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e a Estação Ecológica de Taiamã. O governo estabeleceu o compromisso de proteger 30% da área oceânica até o ano de 2030, conforme metas internacionais.
O governo federal projeta a universalização da Declaração do Pantanal para engajar mais países na conservação da biodiversidade. O presidente relacionou a preservação ambiental à estabilidade geopolítica e cobrou maior cooperação entre as nações da América Latina. A delegação brasileira pretende atuar no evento para transformar a cúpula em um espaço de avanços coletivos diante das tensões globais e crises climáticas.