Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar indicam que 9% dos jovens sofreram relações sexuais forçadas
A nova edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar indica que 9% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos “já foram obrigados, ameaçados ou intimidados a ter relações sexuais contra a própria vontade”.
O levantamento, realizado pelo IBGE em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, abrange um universo de 12,3 milhões de jovens em instituições públicas e privadas. Os dados mostram que 18% dos alunos relataram toques ou beijos forçados, incidência que atinge 26% das meninas e 11% dos meninos.
Os indicadores revelam um crescimento de 3,8 pontos percentuais no assédio sexual e de 2,5 pontos nas relações forçadas em comparação ao levantamento de 2019. A maioria das agressões envolve pessoas do convívio próximo das vítimas, sendo que “outros familiares” aparecem como os principais autores em 26,6% dos casos registrados. O relatório técnico aponta que a violência ocorre majoritariamente de forma precoce, visto que “66% tinham 13 anos ou menos quando o episódio aconteceu”.
A distribuição geográfica do problema aponta maior prevalência de casos na Região Norte, com destaque para os estados do Amazonas, Amapá e Tocantins. No total, as estatísticas projetam que cerca de 1,1 milhão de adolescentes já enfrentaram situações de relações sexuais forçadas no país ao longo da vida. A pesquisa funciona como um termômetro oficial para a criação de políticas públicas voltadas aos “fatores de risco e proteção de escolares” em todo o território nacional.