Ataques de Israel matam três jornalistas em Gaza e no Líbano

Redação Plenário

Jornalistas mortos em confrontos. (Foto: © Sawt Al-Farah/ TV Al-Manar/ Al-Jazeera/ Divulgação)

Vítimas em Tiro e Gaza elevam número de profissionais de imprensa mortos em conflitos na região

As Forças de Defesa de Israel confirmaram ataques que resultaram na morte de três jornalistas em Gaza e no Líbano. No território libanês, Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, e Suzan Al-Khalil, da TV Al-Manar, morreram após bombardeios na região de Tiro. Na Faixa de Gaza, um disparo de drone atingiu o veículo de Muhammad Washah, profissional da emissora Al-Jazeera.

O comando militar israelense emitiu nota sobre o caso de Washah e alegou que o profissional utilizava a função jornalística para encobrir atividades operacionais. A Al-Jazeera refutou o comunicado oficial e classificou a ação como um crime para intimidar a categoria. A empresa sediada no Catar afirma que o colaborador integrava o quadro da emissora desde 2018 sem qualquer vínculo com grupos armados.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) condenou as mortes e solicitou intervenção da comunidade internacional para interromper a violência contra mediadores da informação. Dados da entidade indicam que o atual conflito registra o maior índice de mortalidade de profissionais de mídia da história mundial. O número total de jornalistas mortos em Gaza ultrapassa a marca de 260 profissionais desde outubro de 2023.

Entidades representativas da classe jornalística apontam violações de normas internacionais de proteção em zonas de guerra. Os relatórios destacam que a soma de baixas na região supera o total de vítimas de imprensa registrado em grandes conflitos anteriores. As autoridades diplomáticas internacionais monitoram o aumento das tensões na fronteira libanesa e os riscos para civis no enclave palestino.

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