Custo da cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras

Redação Plenário

Mudanças climáticas alteram o preço do feijão no Brasil. (Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo registra o valor mais alto do país enquanto Aracaju mantém o menor preço médio

Os custos para aquisição de alimentos essenciais registraram alta em todas as 27 capitais brasileiras no mês de março. São Paulo lidera o ranking nacional com o valor de R$ 883,94, seguida pelo Rio de Janeiro e Cuiabá. O monitoramento conjunto do Dieese e da Conab aponta que o feijão, a batata e o tomate foram os itens com maior pressão inflacionária no período.

O excesso de chuvas nas principais regiões produtoras limitou a oferta de produtos hortifrutigranjeiros e grãos. No Paraná e na Bahia, a colheita de feijão sofreu quebras significativas, o que reduziu a disponibilidade da mercadoria nos mercados varejistas. O setor produtivo indica que a área plantada menor e os problemas climáticos impediram a redução de preços esperada para o primeiro trimestre.

O trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 comprometeu 48,12% do rendimento líquido para comprar os mantimentos. O tempo médio de trabalho necessário para custear a alimentação básica subiu para quase 98 horas na média nacional. Segundo o Dieese, o salário mínimo ideal para suprir as necessidades constitucionais de uma família deveria ser de R$ 7.425,99.

O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, Marcelo Lüders, destaca que a instabilidade climática alterou o cronograma de safras em estados como Mato Grosso do Sul. “O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, afirmou o dirigente. De acordo com o especialista, o atraso na produção gera incertezas sobre o valor final do produto para o consumidor nos próximos meses.

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