Câncer de cabeça e pescoço atinge altos índices de diagnóstico tardio

Redação Plenário

Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil. (Foto: © SBCO/Divulgação)

Cerca de 80% dos casos são identificados em estágios avançados no Brasil

A neoplasia cervical caracteriza o crescimento anormal de células na região da laringe, faringe ou tireoide. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelam que a maioria dos pacientes recebe o diagnóstico em fases críticas da doença, o que prejudica as chances de recuperação. O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, afirmou que as células malignas invadem tecidos locais e costumam se espalhar para os linfonodos do pescoço.

Os principais fatores de risco envolvem o tabagismo, a ingestão de álcool, a infecção por HPV e o histórico familiar. Os sintomas incluem rouquidão persistente, dificuldade para engolir, perda de peso sem causa aparente e feridas na boca que não cicatrizam em 15 dias. O médico Thiago Bueno destacou a inexistência de exames preventivos anuais de rotina, o que torna a observação de sinais físicos o principal meio para a detecção precoce da enfermidade.

O tratamento da patologia utiliza métodos como cirurgia, radioterapia e quimioterapia, definidos conforme a gravidade de cada quadro clínico. Exames de imagem e biópsias fundamentam a investigação médica após o surgimento de nódulos ou sangramentos orais. O especialista Thiago Bueno reiterou que as chances de cura são favoráveis na maioria dos episódios e que as técnicas modernas buscam preservar a qualidade de vida do paciente com o mínimo de sequelas.

plugins premium WordPress