Ex-colaborador em Londres teria desenvolvido software para burlar segurança
A Meta desligou um funcionário de sua unidade em Londres sob a acusação de extrair cerca de 30 mil fotografias privadas de usuários das redes sociais. A empresa informou que a atividade irregular ocorreu durante o período de um ano e envolveu o uso de programas específicos para contornar as travas de proteção das plataformas. A Polícia Metropolitana de Londres conduz o inquérito através de seu departamento especializado em delitos virtuais.
O suspeito chegou a ser detido pelas autoridades britânicas em novembro do último ano, mas obteve liberdade provisória mediante o pagamento de fiança. A companhia notificou as pessoas que tiveram os arquivos acessados e implementou atualizações automáticas nos protocolos de segurança dos perfis atingidos. Um porta-voz da multinacional declarou que a organização colabora integralmente com os órgãos policiais para o esclarecimento dos fatos.
O episódio soma-se a outras sanções recentes aplicadas contra a empresa por falhas na guarda de informações confidenciais em território europeu. Órgãos de proteção de dados já multaram a corporação em centenas de milhões de euros por armazenar senhas sem criptografia e permitir vazamentos de dados pessoais. A direção da Meta reiterou o compromisso com a privacidade e o fortalecimento das barreiras técnicas para impedir novas intrusões internas.