País lidera geração de resíduos tecnológicos na América Latina e enfrenta desafios para descarte correto
O Brasil consolida a posição de maior produtor de resíduos eletroeletrônicos da América Latina, com uma média anual de 2,4 milhões de toneladas. O descarte inadequado de celulares, computadores e eletrodomésticos resulta no acúmulo de substâncias tóxicas como chumbo e mercúrio no solo. A decomposição desses itens em lixões comuns contamina lençóis freáticos e compromete a saúde de populações próximas aos centros de despejo.
A gestão desses materiais exige logística reversa para assegurar que os componentes retornem ao ciclo produtivo. Especialistas apontam que a presença de metais preciosos nos circuitos internos justifica a reciclagem do ponto de vista econômico e sustentável. Atualmente, apenas uma parcela reduzida de todo o montante gerado no território nacional recebe o tratamento técnico necessário para a extração segura de matérias-primas.
O setor produtivo e o poder público buscam expandir a rede de postos de recebimento para facilitar a entrega voluntária pelos consumidores. A legislação brasileira estabelece responsabilidades compartilhadas entre fabricantes e revendedores para o gerenciamento do ciclo de vida dos produtos. O armazenamento prolongado de dispositivos obsoletos em residências contribui para o desperdício de recursos que poderiam ser reinseridos na indústria tecnológica.