Réu recebeu a sentença à revelia pelo assassinato de quatro pessoas da mesma família ocorrido em 2013
O Tribunal do Júri de Guajará-Mirim condenou Tanus dos Santos a 111 anos e dois meses de reclusão em sessão realizada nesta semana. O magistrado Renan Kirihata presidiu o julgamento, que se estendeu por mais de dez horas de debates entre acusação e defesa. O conselho de sentença acatou as teses do Ministério Público e considerou o réu culpado pelo assassinato de quatro integrantes de uma única família.
As mortes ocorreram no dia 30 de dezembro de 2013, no bairro Santa Luzia, e causaram forte impacto na região pela natureza dos atos. Entre as vítimas estavam Luciane Almeida, de 28 anos, dois filhos menores de idade e um irmão da mulher. O processo detalha que o crime teve motivação fútil e dificultou a defesa das pessoas presentes na residência na data dos fatos.
O réu permanece na condição de foragido desde abril de 2016, época em que escapou da unidade prisional Pandinha, em Porto Velho. Devido à ausência do acusado, o julgamento ocorreu à revelia, conforme os ritos previstos no Código de Processo Penal. Defensores públicos atuaram no caso para garantir o cumprimento das etapas jurídicas, enquanto promotores de Justiça sustentaram a acusação de homicídio qualificado.
A sentença definitiva estabelece o cumprimento da pena em regime fechado logo após a captura do condenado pelas forças de segurança. O Poder Judiciário manteve o mandado de prisão em aberto e notificou os órgãos competentes sobre o resultado do júri popular. A decisão encerra a etapa de primeira instância de um dos processos de maior repercussão no interior do estado de Rondônia.