Relatório inédito da Unesco aponta disparidades regionais e avanço feminino nas universidades
O número de universitários no mundo registrou crescimento acentuado entre os anos de 2000 e 2024. O relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura revela que 43% da população jovem frequenta instituições de graduação. O estudo compila informações de 146 países e identifica a Europa Ocidental como a região com maior índice de estudantes matriculados.
A participação da iniciativa privada alcança um terço das matrículas globais, com forte presença na América Latina. Em nações como Brasil e Japão, 80% dos alunos ocupam vagas em estabelecimentos particulares. O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, afirma que a expansão das vagas demanda modelos de financiamento capazes de assegurar a qualidade e a inclusão dos estudantes nos sistemas de ensino.
As mulheres apresentam presença superior à dos homens no ambiente acadêmico, com média de 114 alunas para cada 100 estudantes do sexo masculino. A paridade de gênero consolidou-se na maior parte do planeta, com exceção do continente africano. A organização nota que o público feminino ainda enfrenta barreiras para atingir cargos de liderança sênior e concluir cursos de doutorado em diversas regiões.
A mobilidade estudantil internacional triplicou no período pesquisado e soma 7,3 milhões de pessoas em intercâmbio. Países como Turquia e Emirados Árabes ganham relevância como destinos acadêmicos, embora o eixo formado por Estados Unidos e Europa mantenha a liderança nas recepções. A Unesco promove o reconhecimento de diplomas por meio de convenções globais para facilitar o trânsito de universitários e refugiados entre as fronteiras.