ABI, Fenaj e Sinjor-RO exigem proteção para repórter alvo de ataques e intimidações no estado
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) denunciou a escalada de ataques e ameaças de morte contra a jornalista Luciana Oliveira, correspondente do portal Brasil 247 em Rondônia.
A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos da entidade emitiu nota sobre o caso na última segunda-feira (11). O documento aponta que as agressões evoluíram de ofensas intelectuais para riscos explícitos à integridade física da profissional.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor-RO) manifestaram solidariedade à repórter. As organizações consideram a situação um atentado ao livre exercício da profissão e ao Estado Democrático de Direito. Em comunicado conjunto, as instituições destacam que a violência busca criar um ambiente de medo e autocensura para silenciar a fiscalização social exercida pela imprensa.
As entidades solicitam que órgãos públicos e de direitos humanos acompanhem o caso para garantir a segurança da jornalista. “A agressão física ou moral contra profissionais da imprensa representa um ataque ao direito da população à verdade”, afirmam as associações de classe. O pedido protocolado junto às autoridades competentes exige a identificação célere e a responsabilização judicial dos autores das mensagens intimidatórias.
A atuação de Luciana Oliveira em pautas sobre democracia e direitos humanos é citada como o principal motivador das retaliações. Os órgãos de defesa da categoria reforçam a necessidade de vigilância constante contra o discurso de ódio voltado a comunicadores no norte do país. O monitoramento do caso prossegue junto aos conselhos estaduais e nacionais para evitar a banalização de crimes contra jornalistas em exercício.