Flávio Bolsonaro oscila para baixo em nova pesquisa para segundo turno

Redação Plenário

Os novos dados da pesquisa Quaest mostram alterações no cenário de segundo turno para a eleição presidencial. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Levantamento estatístico detalha flutuações nas intenções de voto em diferentes segmentos sociais

Os dados da nova rodada da pesquisa Quaest indicam variações nos índices de intenção de voto para o segundo turno presidencial, com o presidente Lula numericamente à frente, registrando 44% das menções, contra 38% do senador Flávio Bolsonaro.

O detalhamento do levantamento aponta modificações em recortes demográficos específicos em comparação com os meses anteriores. A oscilação ocorre após a divulgação de fatos políticos recentes, como repasses financeiros ligados a produções cinematográficas e medidas tarifárias externas que atingem o mercado nacional.

As flutuações geográficas mostram recuo dos índices do parlamentar do PL na região Sudeste e no agregado que reúne as regiões Centro-Oeste e Norte. No Sudeste, o cenário que apresentava vantagem para o senador se transformou em situação de empate técnico com o atual presidente. Entre a população jovem, com idade de 16 a 34 anos, o comportamento do eleitorado também demonstrou alterações, com inversão na liderança numérica que antes pertencia ao pré-candidato do PL.

O comportamento do eleitorado feminino ampliou os índices favoráveis ao atual mandatário, enquanto o segmento masculino passou a registrar condição de empate técnico dentro da margem de erro. No eleitorado de matriz religiosa evangélica, Flávio Bolsonaro mantém a liderança das intenções de voto, embora a diferença matemática em relação ao adversário tenha registrado diminuição.

Especialistas em estatística apontam que os recuos mais expressivos ocorreram em estratos populacionais considerados independentes ou sem alinhamento ideológico prévio e definitivo.

As subdivisões por critérios socioeconômicos revelam que o atual presidente obteve variações ascendentes entre os cidadãos com escolaridade de nível médio e superior. No grupo de entrevistados com rendimento situado entre dois e cinco salários mínimos, os porcentuais também demonstraram inversão de posições.

O senador preserva a dianteira numérica apenas na faixa de eleitores com rendimentos mensais superiores a essa faixa, apesar de oscilações para baixo computadas no último período.

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