Levantamento estatístico detalha flutuações nas intenções de voto em diferentes segmentos sociais
Os dados da nova rodada da pesquisa Quaest indicam variações nos índices de intenção de voto para o segundo turno presidencial, com o presidente Lula numericamente à frente, registrando 44% das menções, contra 38% do senador Flávio Bolsonaro.
O detalhamento do levantamento aponta modificações em recortes demográficos específicos em comparação com os meses anteriores. A oscilação ocorre após a divulgação de fatos políticos recentes, como repasses financeiros ligados a produções cinematográficas e medidas tarifárias externas que atingem o mercado nacional.
As flutuações geográficas mostram recuo dos índices do parlamentar do PL na região Sudeste e no agregado que reúne as regiões Centro-Oeste e Norte. No Sudeste, o cenário que apresentava vantagem para o senador se transformou em situação de empate técnico com o atual presidente. Entre a população jovem, com idade de 16 a 34 anos, o comportamento do eleitorado também demonstrou alterações, com inversão na liderança numérica que antes pertencia ao pré-candidato do PL.
O comportamento do eleitorado feminino ampliou os índices favoráveis ao atual mandatário, enquanto o segmento masculino passou a registrar condição de empate técnico dentro da margem de erro. No eleitorado de matriz religiosa evangélica, Flávio Bolsonaro mantém a liderança das intenções de voto, embora a diferença matemática em relação ao adversário tenha registrado diminuição.
Especialistas em estatística apontam que os recuos mais expressivos ocorreram em estratos populacionais considerados independentes ou sem alinhamento ideológico prévio e definitivo.
As subdivisões por critérios socioeconômicos revelam que o atual presidente obteve variações ascendentes entre os cidadãos com escolaridade de nível médio e superior. No grupo de entrevistados com rendimento situado entre dois e cinco salários mínimos, os porcentuais também demonstraram inversão de posições.
O senador preserva a dianteira numérica apenas na faixa de eleitores com rendimentos mensais superiores a essa faixa, apesar de oscilações para baixo computadas no último período.