O candidato ao Governo do Estado apontou defasagem no efetivo das forças policiais e alta nos índices de criminalidade
O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado de Rondônia pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, apresentou uma avaliação crítica sobre a situação da segurança pública em Rondônia.
O ex-promotor de Justiça utilizou dados do mais recente relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) para alertar sobre o avanço dos indicadores de criminalidade e o avanço de facções criminosas nas regiões de fronteira.
Segundo os dados do tribunal citados pelo candidato, Rondônia ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de feminicídios, representando 43,8% dos homicídios de mulheres no estado.
Além disso, a análise do TCE coloca o território rondoniense na segunda posição nacional em violência doméstica (com 520 casos por 100 mil mulheres), no número de medidas protetivas de urgência (973 casos por 100 mil habitantes) e nos registros de estupro e estupro de vulneráveis (107 casos por 100 mil mulheres).
Hildon Chaves atribuiu esses resultados à falta de planejamento e à escassez de efetivo nas forças policiais. Ele destacou que a Polícia Civil não realiza concursos públicos há mais de doze anos e que a Polícia Militar enfrenta um deficit significativo de praças nas ruas. Hildon declarou:
“Segurança pública exige comando, planejamento e decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência, tecnologia, investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para proteger a nossa. Sem efetivo suficiente, sem estrutura e sem valorização das forças de segurança, quem ganha espaço é a criminalidade”, disse.
Para conter a atuação do narcotráfico favorecida pela extensa linha de fronteira do estado com Bolívia e Peru, o candidato defendeu a reestruturação das carreiras e a modernização tecnológica das corporações.
O plano inclui recomposição salarial para investigadores, agentes penitenciários, bombeiros e policiais militares, além de maior presença de viaturas nas ruas e integração dos serviços de inteligência.