Samu registrou 1.687 atendimentos ligados a motocicletas no primeiro semestre em Porto Velho, média superior a nove ocorrências por dia.
As mortes de Sofia de Lima, de 20 anos, Jonatta Kauã de Souza Gomes, de 16, Patrick Gonçalves de Oliveira, de 22, e Andréia Andrade, de 19, expõem o impacto dos acidentes de moto em Rondônia em 2026.
Os casos ocorreram entre março e junho, em Porto Velho, Vale do Anari e Jaru. Somente em julho, o Hospital Pronto-Socorro João Paulo II recebeu 352 vítimas de ocorrências com motocicletas, das quais 254 moravam na capital.
Dados da Prefeitura de Porto Velho mostram que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 1.687 atendimentos relacionados a motocicletas no primeiro semestre. O total corresponde a 43,8% das ocorrências atendidas pelo serviço no período, com média de 9,3 casos por dia. Colisões entre carros e motos responderam por 60% desses chamados, enquanto quedas representaram 18%.
Os registros se concentram nos fins de semana e à noite. Os domingos responderam por 24,4% dos acionamentos, seguidos pelos sábados, com 22,1%, e sextas-feiras, com 15,4%. O intervalo entre 18h e 23h59 concentrou 35,2% das ocorrências. Homens representam quase 68% das vítimas, e pessoas entre 20 e 40 anos correspondem a cerca de 52% dos atendimentos.
O Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) aponta fiscalização e educação no trânsito entre as medidas adotadas para reduzir os acidentes.
“A maioria das infrações cometidas por motociclistas tem a ver com o comportamento humano, com o comportamento do motociclista. É o uso do equipamento de segurança, o excesso de velocidade”, explica Welton Roney, técnico de Fiscalização e Ações de Trânsito do Detran.
O órgão também realiza ações contra condução sem habilitação e orienta sobre capacete, velocidade, sinalização e distância entre veículos.