Reportagens apontam participação de ex-integrante da inteligência israelense na saída do senador do Brasil após derrota nas eleições presidenciais
A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais de 2026 teria contado com a participação de um ex-integrante do Mossad, serviço de inteligência de Israel.
Reportagens publicadas entre sexta-feira (30) e domingo (1º) apontam que o israelense Menachem Booky Halevy participou de uma operação para auxiliar o parlamentar a chegar aos Estados Unidos, apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o país.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pelo programa Fantástico, da TV Globo, Halevy entrou no Brasil em 19 de outubro e esteve entre os passageiros de uma van que cruzou a fronteira com a Argentina em 27 de outubro.
O veículo passou pela região de Foz do Iguaçu, no Paraná, cerca de sete minutos antes de outro automóvel que, conforme a apuração, transportava Flávio Bolsonaro e familiares. Registros migratórios argentinos e imagens de câmeras de segurança fazem parte dos elementos examinados pelas autoridades.
Fuga de Flávio Bolsonaro envolve investigação internacional
A operação teria recebido o nome de Alba e começado a ser preparada antes do segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro. Após a passagem pela Argentina, o senador teria embarcado em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos, com escala em Guayaquil, no Equador.
O avião chegou à região de Miami em 28 de outubro. Reportagens também apontam a possível participação de Jason Miller, assessor político ligado ao presidente norte-americano Donald Trump, na organização do transporte aéreo.
A Polícia Federal confirmou em 28 de outubro que investiga as circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro, após decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu viagens ao exterior.
A corporação esclareceu que restrições a documentos de viagem não caracterizam automaticamente a condição de foragido. A participação atribuída ao ex-agente israelense e a atuação de outros envolvidos permanecem sob investigação, sem confirmação judicial definitiva das responsabilidades.


