Enem 2026 permite acompanhante e cão de apoio emocional

Redação Plenário

O Enem 2026 passa a permitir acompanhante ou cão de apoio emocional para candidatos com determinadas condições de saúde. (Foto: Agência Brasil)

Participantes com ansiedade, TOC e outras condições poderão receber apoio durante as provas, desde que tenham autorização do Inep

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 permite, pela primeira vez, que candidatos com histórico de crises de ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outras alterações emocionais tenham acompanhante ou cão de apoio emocional durante as provas.

O recurso depende de solicitação feita no período de inscrição e aprovação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Conforme o edital, o acompanhante deve permanecer em uma sala reservada, sob fiscalização, para prestar auxílio ao participante quando houver necessidade.

O ministro da Educação, Leonardo Barchin, destacou que a medida busca ampliar as condições de participação no exame. “Se tiver o laudo adequado e a solicitação aprovada, se esse candidato, por exemplo, precisar ir ao banheiro, se houver outra necessidade, terá um acompanhante familiar. Este apoio emocional é muito importante.” Segundo o Inep, 138.329 solicitações de atendimento especializado foram confirmadas para a edição deste ano. A fibromialgia também passou a integrar as condições que permitem solicitar recursos de acessibilidade.

Enem 2026 registra mais de 138 mil pedidos de atendimento

Entre os participantes que solicitaram atendimento especializado, 51.724 declararam déficit de atenção, o equivalente a 37,39% do total, enquanto 34.723 informaram Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou 25,1%.

Outros 9.792 candidatos declararam baixa visão e 8.922, deficiência intelectual. Os recursos mais solicitados foram tempo adicional, com 77.956 pedidos, correção diferenciada, com 42.379, e auxílio para leitura, com 28.042, conforme dados do Painel Enem 2026.

A psicopedagoga Giselle de Oliveira Araújo, especialista em educação especial e coordenadora da clínica Follow Kids, no Rio de Janeiro, orienta que estudantes com TDAH e autismo adotem estratégias conforme suas necessidades de concentração.

“Minha mensagem é que esses estudantes não precisam funcionar como os outros para demonstrar o que sabem. Precisam conhecer suas necessidades e utilizar estratégias que realmente os ajudem.” A especialista recomenda observar sinais de cansaço, ajustar a postura e realizar pausas para recuperar a atenção, sempre de acordo com as regras do exame.

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