Ano eleitoral deve provocar saída de mais de 20 ministros do governo
Planalto prevê trocas até abril e já prepara mudanças na Esplanada
O ano eleitoral de 2026 deve provocar uma ampla reformulação no primeiro escalão do governo federal. O Palácio do Planalto calcula que até 24 ministros devem deixar os cargos nos próximos meses para disputar as eleições, em cumprimento à legislação que exige desincompatibilização até seis meses antes do pleito, com prazo final em 4 de abril.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já terá de iniciar as mudanças pelo Ministério da Justiça, após o pedido de saída de Ricardo Lewandowski. Além dessa pasta, o governo avalia substituições em outras áreas estratégicas, como Casa Civil, Fazenda, Educação, Transportes, Meio Ambiente, Minas e Energia, Integração Nacional e Comunicação, diante da intenção eleitoral de seus titulares.
A expectativa no Planalto é de que a reorganização afete quase toda a Esplanada, com impacto direto na condução política do governo ao longo do ano. Na contramão desse movimento, dois ministros que são deputados federais já informaram que permanecerão nos cargos e não disputarão as eleições: Guilherme Boulos, na Secretaria-Geral da Presidência, e Alexandre Padilha, à frente do Ministério da Saúde.