Arqueólogos descobrem templo de 2.200 anos no Egito

Redação Plenário

Construção é considerada uma obra arquitetônica complexa. — (Foto: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito)

Missão arqueológica encontra ruínas de estrutura religiosa dedicada ao deus Pelúsio na península do Sinai

Arqueólogos no Egito encontraram as ruínas de um edifício religioso no sítio de Tell el-Farma, na antiga cidade de Pelúsio. A construção apresenta uma bacia circular com 35 metros de diâmetro cercada por cisternas e canais de drenagem. O sistema hídrico mantinha conexão direta com um braço do Rio Nilo para o abastecimento do local.

O centro da edificação abriga uma base quadrada de granito que serviu de suporte para uma estátua colossal. Evidências arqueológicas indicam o uso contínuo do espaço durante oito séculos, com poucas alterações arquitetônicas no período. Pesquisadores identificaram vestígios de lodo e água do rio no interior da estrutura como parte de ritos sagrados.

O chefe do Setor de Antiguidades Egípcias, Mohamed Abdel Badie, explicou a função simbólica do reservatório no culto local. “A enorme bacia era preenchida com água carregada de lodo do rio, em uma referência simbólica à divindade”, afirmou o especialista. A descoberta permite novas interpretações sobre a importância comercial e religiosa da região na antiguidade.

A missão do Conselho Supremo de Antiguidades trabalhou seis anos nas escavações até a revelação total da planta do templo. O anúncio oficial do governo egípcio ocorreu por meio de nota com imagens das fundações e dos blocos de pedra recuperados. O achado reforça o papel de Pelúsio como ponto de troca cultural entre o Egito e o mundo mediterrâneo.

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