Grupo de produtores do assentamento Tiago Campin dos Santos rechaça vínculo com morte de policial e feridos em fazenda
A Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Tiago Campin dos Santos (ASPROATCS) negou qualquer participação no ataque ocorrido na região da Fazenda do Galo Velho (Norbrasil) que resultou na morte de um policial civil aposentado. Quatro pessoas sofreram ferimentos durante a ação na zona rural do município.
A entidade afirmou que nenhuma iniciativa violenta partiu de seus integrantes ou da diretoria. O comunicado diz ainda da inexistência de vínculos entre a associação e o movimento Liga dos Camponeses Pobres (LCP). De acordo com o documento, a organização possui “atuação pacífica, transparente, voltada exclusivamente à produção rural e à subsistência”.
Os representantes do grupo solicitaram responsabilidade jurídica e rigor nas investigações sobre os fatos recentes. A nota destaca a prioridade na segurança das famílias e das crianças que residem na localidade. A associação defende que “eventuais conflitos sejam tratados exclusivamente por meios legais e institucionais” para evitar associações indevidas.
VEJA NOTA COMPLETA:
NOTA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA
A Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Tiago Campin dos Santos (ASPROATCS) vem a público esclarecer que não possui qualquer envolvimento com o ataque ocorrido na terça-feira (14), que resultou na morte de um policial civil aposentado e deixou quatro pessoas feridas, como foi noticiado pela imprensa.
O caso ocorreu na região da Fazenda do Galo Velho (Fazendar Norbrasil), localizada na região de Nova Mutum Paraná, na zona rural de Porto Velho, distante 300 km da capital.
A associação manifesta sua solidariedade aos familiares da vítima e às demais pessoas atingidas, ao mesmo tempo em que repudia, de forma veemente, qualquer ato de violência.
A ASPROATCS afirma, de maneira categórica, que nenhuma ação dessa natureza partiu de seus integrantes, e reforça que não possui qualquer vínculo, relação ou alinhamento com o movimento Liga dos Camponeses Pobres (LCP) ou com quaisquer outros grupos envolvidos em conflitos dessa natureza.
A associação é formada por famílias trabalhadoras que vivem da terra, organizadas sob regras internas claras, baseadas norespeito às leis brasileiras, às instituições, aos poderes constituídos e às autoridades policiais. E a associação possui atuação pacífica, transparente, voltada exclusivamente à produção rural e à subsistência digna do homem do campo.
Reiteramos que a segurança das famílias, das crianças e de toda a comunidade é prioridade absoluta, sendo incompatível com qualquer prática ilegal ou violenta. A associação defende que eventuais conflitos sejam tratados exclusivamente por meios legais e institucionais.
O cotidiano no assentamento é marcado pelo trabalho na terra: plantar, colher e garantir sustento, em busca do reconhecimento de direitos fundamentais, especialmente o acesso à terra e à dignidade no campo.
Diante da gravidade dos fatos, a ASPROATCS pede responsabilidade jurídica e investigação séria na apuração dos fatos, evitando associações indevidas que possam colocar em risco a integridade de famílias que não têm qualquer relação com o ocorrido.
A entidade permanece à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade, a paz e a justiça social no campo.
Porto Velho, RO, 15 de abril de 2026
Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Tiago Campin dos Santos (ASPROATCS)