Governo de Javier Milei nega ingresso de brasileiro que participaria de debates sobre a Palestina
A polícia aeroportuária da Argentina barrou a entrada do ativista brasileiro Thiago Ávila no Aeroparque Jorge Newbery.
O dirigente da organização Global Sumud Flotilla desembarcou na capital argentina vindo do Uruguai com a esposa e a filha. Agentes encaminharam o brasileiro para uma delegacia e informaram que o ingresso no território vizinho não seria autorizado por determinações superiores.
O grupo de apoio ao ativista afirmou que a ordem de impedimento partiu de instâncias elevadas do governo argentino. Ávila participaria de conferências sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza e a mobilização internacional de socorro às vítimas do conflito. “Disseram que sabiam quem ele era e que não seria bem-vindo na Argentina”, relatou a entidade Global Sumud Flotilla Brasil em comunicado oficial.
Ávila recusou a deportação imediata para o Uruguai e obteve autorização para aguardar o voo rumo a Barcelona no Aeroporto de Ezeiza. O brasileiro possui histórico de detenções por forças militares externas durante missões de entrega de alimentos e remédios em zonas de guerra. As autoridades da Argentina não emitiram pronunciamentos públicos sobre as razões específicas da proibição até o momento.