Opas reconhece certificações do Brasil, das Bahamas e das Ilhas Turks e Caicos.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reconheceu o Brasil, as Bahamas e as Ilhas Turks e Caicos pelos resultados na prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho.
A cerimônia ocorreu durante o 63º Conselho Diretor da instituição, em Washington, nos Estados Unidos. Para o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, a região demonstra a “capacidade de transformar compromisso político, evidências e cooperação em resultados concretos para a saúde das pessoas”.
O Brasil obteve a certificação em dezembro de 2025 e passou a ser o país com mais habitantes a alcançar esse marco. O reconhecimento corresponde à eliminação como problema de saúde pública, sem significar ausência de casos. As Bahamas receberam a certificação em abril de 2026; as Ilhas Turks e Caicos, em junho. O território também foi o primeiro das Américas a obter o reconhecimento para a transmissão de hepatite B de mãe para filho.
A diretora executiva adjunta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Angeli Achrekar, afirmou que o reconhecimento “sinaliza um progresso ousado para acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030”. Na reunião da Assembleia Geral da ONU sobre HIV/Aids, os países aprovaram uma declaração que reforça o compromisso de acelerar a prevenção da transmissão durante a gestação, o parto e a amamentação.
As certificações integram um programa para eliminar a transmissão de HIV, sífilis, hepatite B e doença de Chagas de mãe para filho na América Latina e no Caribe. A iniciativa conta com a colaboração do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Unaids. O trabalho faz parte da estratégia da Opas que prevê a eliminação de mais de 30 doenças e condições relacionadas até 2030.