Brasileira e filho morrem em bombardeio de Israel no Sul do Líbano

Redação Plenário

Família do Brasil morta no Líbano. (Foto: arquivo pessoal)

Família retornou à residência em Burj Qalowayh para buscar pertences durante trégua quando o ataque ocorreu

A brasileira Manal Jaafar, de 47 anos, o filho Ali Ghassan Nader, de 11 anos, e o marido Ghassan Nader, de 57 anos, morreram após um bombardeio atingir a casa da família no Sul do Líbano. O grupo havia se refugiado em Beirute no início de março e aproveitou o anúncio de cessar-fogo para buscar pertences na vila de Burj Qalowayh. A residência sofreu destruição total e os corpos das vítimas ainda permanecem sob os escombros.

Um segundo filho do casal, Kassam Nader, de 21 anos, sobreviveu ao impacto e recebeu alta hospitalar nesta terça-feira. Segundo familiares residentes no Brasil, Ghassan Nader era agricultor de oliveiras e não possuía vínculos com grupos políticos ou milícias locais. Relatos indicam que o veículo da família já estava carregado no momento da explosão, que ocorreu durante a pernoite planejada para o retorno à capital.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou as ações militares realizadas durante a vigência da trégua mediada internacionalmente. O Líbano concentra a maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio, com cerca de 22 mil cidadãos residentes no país. O governo de Israel não emitiu posicionamento oficial sobre o bombardeio à estrutura civil até o fechamento desta edição.

Especialistas em geopolítica apontam que a destruição de infraestruturas civis no Sul do Líbano dificulta o retorno de refugiados às zonas de fronteira. O conflito atual registra violações sistemáticas dos acordos de cessar-fogo por ambas as partes. A família envolvida no incidente viveu no Paraná por mais de uma década antes de retornar ao território libanês em 2008.

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