CNJ vai mapear organizações criminosas que atuam no país
By Josineide Gonçalves da Silva

CNJ vai mapear organizações criminosas que atuam no país

Para presidente do STF, medida ajudará no combate ao crime organizado

REDAÇÃO – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (31) que o Conselho vai realizar um mapeamento das organizações criminosas que atuam no Brasil. A medida, segundo ele, busca oferecer dados concretos para definir estratégias mais eficazes de enfrentamento ao crime organizado.

O anúncio foi feito em Bauru (SP), durante a instalação de novas varas voltadas ao combate à violência contra a mulher. Fachin explicou que o projeto pretende reunir informações detalhadas sobre a origem, a localização e as áreas de influência das facções criminosas.

“O Poder Judiciário está atento a isso e atuando fundamentalmente em duas frentes. A primeira delas é no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Nós estamos desenvolvendo e, em breve, teremos o mapa das organizações criminosas do Brasil — donde provêm, onde estão, quais seus principais pontos de interesse — para que, a partir de dados e evidências, todo o sistema de Justiça, incluindo, de modo especial, as polícias e a Polícia Federal, possa ter melhores políticas de combate às organizações criminosas”, afirmou o ministro.

A fala ocorre em meio à repercussão das mais de 120 mortes registradas na Operação Contenção, realizada pelas polícias do Rio de Janeiro contra integrantes do Comando Vermelho (CV). O caso reacendeu o debate sobre a atuação das forças de segurança e a necessidade de políticas públicas integradas para conter a violência.

Fachin também destacou que a defesa dos direitos humanos deve ser encarada como uma ação de segurança pública, reforçando a importância de romper o elo entre o crime organizado e o sistema prisional.

“Onde há uma organização criminosa, há uma conexão que começa dentro dos estabelecimentos penitenciários. É esse elo que precisa ser cortado”, disse.

O ministro lembrou que o Supremo acompanha o tema por meio da ADPF das Favelas, processo que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro. Dentro dessa ação, o ministro Alexandre de Moraes solicitou explicações ao governador Cláudio Castro sobre a Operação Contenção e marcou uma audiência no próximo dia 3 de novembro, no Rio, para discutir o caso.

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  • 1 de novembro de 2025

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