Estudo do TST revela que ganho real de motoristas de aplicativo é pressionado por custos

Redação Plenário

Levantamento detalha a realidade financeira e a falta de proteção social de trabalhadores de plataformas digitais, cujo endividamento atinge a maior parte da categoria devido aos gastos operacionais fixos. (Foto: Freepik)

Pesquisa aponta que longas jornadas e despesas com manutenção reduzem o rendimento por hora trabalhada

Um estudo do Tribunal Superior do Trabalho aponta que a remuneração média mensal dos motoristas de aplicativo atinge cerca de 2.996 reais no país. O rendimento por hora trabalhada se mantém inferior à média das demais profissões devido à jornada estendida de quase 45 horas semanais. O levantamento indica que os custos operacionais com combustível, manutenção veicular e seguro reduzem de forma expressiva o ganho real na atividade.

A pesquisa detalha que as plataformas digitais centralizam o controle sobre o preço das viagens, a distribuição de chamadas e os critérios de avaliação dos profissionais. Esse modelo de gestão por algoritmos resulta no endividamento de mais de noventa por cento da categoria. O endividamento é agravado pela oferta de linhas de crédito pelas próprias empresas, com descontos diretos nos ganhos.

A ausência de direitos trabalhistas tradicionais deixa a maioria dos profissionais sem acesso a férias, décimo terceiro salário ou cobertura previdenciária. O diagnóstico institucional defende que o debate público necessita avançar para além do vínculo empregatício. A prioridade atual envolve o estabelecimento de garantias mínimas de segurança jurídica, proteção à saúde e remuneração justa.

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