Fim da 6×1 gera disputa de textos e tensão política no Senado

Redação Plenário

Após avanços na Câmara dos Deputados, a matéria encara resistências internas e tentativas de modificação no formato de transição. (Carlos Moura/Agência Senado)

A proposta de redução da jornada de trabalho enfrenta divergências de articulação entre o Palácio do Planalto e a presidência da Casa

A tramitação do projeto que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso atinge a etapa de debates no Senado. A matéria chega ao plenário sob forte disputa em torno da redação final do texto constitucional. O impasse envolve diretamente o presidente da República e a cúpula da mesa diretora do Congresso Nacional.

Integrantes do governo buscam acelerar a aprovação da emenda com base em um acordo prévio firmado com a liderança da Câmara. Contudo, o comando do Senado manifesta objeções quanto ao cronograma de aplicação imediata das novas regras trabalhistas. Parlamentares de oposição também protocolaram propostas alternativas com foco na flexibilização de salários e prazos de carência mais amplos.

A falta de consenso sobre as compensações financeiras para os setores produtivos eleva a temperatura política nas comissões técnicas. Representantes de entidades comerciais pressionam os senadores pela rejeição da medida ou pela ampliação dos anos de transição do modelo. A interlocução direta entre os chefes dos poderes continua travada devido a desavenças partidárias recentes.

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