Flávio Bolsonaro pode interromper Bolsa Família

Redação Plenário

Olívia Bagattoli, filha do senador Jaime Bagattoli (PL), declarou apoio à reeleição do presidente Lula (PT) e passou a receber críticas nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Youtube Flávio Bolsonaro)

Coordenadora econômica da campanha anuncia regra de transição para beneficiários que conseguirem emprego ou abrirem negócio próprio

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, anunciou nesta segunda-feira (19) uma proposta para estabelecer um período de transição de dois anos no Bolsa Família.

Em entrevista à rádio CBN Bahia, a economista afirmou que a medida permitirá aos beneficiários buscar emprego com carteira assinada ou abrir um negócio sem perder imediatamente o auxílio. Ao final dos 24 meses, quem tiver conseguido uma fonte de renda deixaria de receber o benefício, conforme as regras previstas pela equipe do candidato à Presidência da República.

“Vai ter regra de transição de dois anos [para o Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. […] As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, afirmou Daniella Marques.

A coordenadora também explicou que a proposta prevê retorno automático ao programa caso o beneficiário não consiga manter o emprego ou a atividade empresarial. A campanha defende a criação de um Ministério da Prosperidade, com oferta de crédito, capacitação profissional e apoio à geração de renda.

Bolsa Família de Flávio Bolsonaro terá proposta de transição

Atualmente, o Bolsa Família possui uma Regra de Proteção que permite às famílias continuar no programa por até 18 meses após o aumento da renda, desde que respeitado o limite estabelecido pelo governo federal. Durante esse período, os beneficiários recebem 50% do valor do auxílio.

A proposta apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro prevê ampliar essa transição para 24 meses e criar um mecanismo de retorno automático para quem não conseguir permanecer no mercado de trabalho. A equipe ainda não detalhou todos os critérios de aplicação da medida.

A proposta foi apresentada a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), quando Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo federal mantém o Bolsa Família vinculado aos critérios de renda e às exigências de saúde e educação.

Em outubro, o valor mínimo do benefício passou para R$ 691 por família, após reajuste de 15,04%. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, aproximadamente 19,3 milhões de famílias recebem os pagamentos. A campanha do PL afirma que pretende manter a assistência social e ampliar as iniciativas de inserção no mercado de trabalho.

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