Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões define estratégias dos partidos

Redação Plenário

A divulgação da partilha de R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral acelera o planejamento financeiro dos partidos para as campanhas, com foco em novas tecnologias e teto de gastos baseado no IPCA. (Foto: Divulgação)

Partidos políticos priorizam critérios de divisão de recursos e uso de inteligência artificial para as campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral definiu a distribuição de R$ 4,9 bilhões entre 30 partidos políticos para o financiamento das campanhas. O PL lidera o recebimento de recursos com R$ 881 milhões, seguido pelo PT com R$ 615 milhões e União Brasil com R$ 526 milhões.

O PSD e o PP completam a lista das maiores fatias, com R$ 421 milhões e R$ 417 milhões, respectivamente. As legendas agora debatem internamente os critérios para o repasse desses valores aos candidatos.

O planejamento das siglas toma como referência os dados do pleito de 2022, quando os candidatos à Presidência gastaram R$ 336,7 milhões. Desse total, o financiamento público representou 72,74%, enquanto os recursos privados responderam por 27,26%.

A produção de programas de rádio, televisão e vídeo consumiu R$ 81,3 milhões na época, seguida pelo impulsionamento de conteúdo na internet, que somou R$ 67,3 milhões. O teto de gastos atual sofrerá reajuste com base na variação do IPCA.

“Apenas em agosto teremos um panorama mais completo da divisão de gastos. Estamos estudando com muito cuidado e tendo como referência a campanha passada”, afirmou José de Filippi Junior, tesoureiro da campanha do PT.

A secretária nacional de finanças da sigla, Gleide Andrade, confirmou que a “prioridade número um do partido é a reeleição de Lula, seguida pela bancada do Congresso”. Legendas menores, como o Missão, contam com a cota mínima de R$ 3,3 milhões e buscam financiamento coletivo para despesas de viagem de seu candidato, Renan Santos.

Especialistas apontam que a contratação de profissionais especializados em inteligência artificial e microsegmentação de dados receberá atenção especial no orçamento. A advogada eleitoral Gabriela Rollemberg explicou que “a tendência é o crescimento dos gastos com a tecnologia devido à evolução das ferramentas nos últimos anos”.

O advogado Alexandre Bissoli ponderou que “os sistemas em si não possuem custo elevado, mas sim os técnicos capazes de aplicar a tecnologia de acordo com as regras dos algoritmos.”

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