Governo lança plano de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

Redação Plenário

Lançamento programa de combate ao crime organizado. (© Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Programa prevê modernização de presídios e foco na asfixia financeira de facções criminosas

O governo federal oficializou o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado para ampliar a integração entre forças federais e estaduais. O projeto estabelece o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado e a padronização de 138 unidades prisionais. As medidas buscam interromper a comunicação de lideranças criminosas e estruturar operações mensais coordenadas em todo o território nacional.

A nova política nacional de segurança pública divide-se em quatro pilares fundamentais de atuação operativa. O planejamento prioriza o bloqueio de fluxos financeiros, a melhoria do sistema penitenciário, a perícia de crimes letais e o rastreamento de armamentos e explosivos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o trabalho conjunto é essencial para o sucesso das ações. “Se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer”, declarou o mandatário durante a cerimônia.

O aporte de recursos inclui uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões por meio do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social. Os estados e municípios podem utilizar os créditos para a aquisição de viaturas, drones, sistemas de videomonitoramento e equipamentos de perícia forense. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, explicou que a iniciativa utiliza experiências anteriores de combate a facções como base para o novo modelo de investigação.

O cronograma oficial fixa a instalação de comitês de investigação financeira e recuperação de ativos até o mês de setembro. O Ministério da Justiça pretende centralizar leilões de bens apreendidos e modernizar os laboratórios de DNA e bancos de perfis genéticos. A proposta visa aumentar o índice de esclarecimento de homicídios e reduzir o poder bélico de grupos ilícitos. Não há registros de manifestações contrárias ou pedidos de resposta de entes federativos até o momento.

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