Inteligência Artificial acelera cura de doenças antes incuráveis

Redação Plenário

Laboratórios de pesquisa utilizam inteligência artificial. (Foto: Getty Images/BBC)

Avanços em IA permitem desenvolvimento de remédios contra Parkinson e superbactérias em tempo recorde

A aplicação da inteligência artificial na medicina transformou o processo de descoberta de novos fármacos para enfermidades sem tratamento eficaz. Softwares avançados analisam bilhões de combinações químicas para selecionar compostos com potencial terapêutico contra o Parkinson e doenças raras. A agilidade do processamento digital substitui métodos tradicionais de tentativa e erro, o que diminui drasticamente o tempo entre o estudo inicial e os testes clínicos.

O uso de algoritmos permite a identificação de fraquezas moleculares em bactérias resistentes e células cancerígenas de difícil tratamento. Pesquisadores utilizam sistemas autônomos para projetar substâncias específicas, como o rentosertib, voltado para o combate à Fibrose Pulmonar Idiopática. Michele Vendruscolo, professor da Universidade de Cambridge, afirmou que “se pudermos estabilizar as proteínas em sua forma normal, evitaremos o Parkinson, o que é melhor que sua cura”.

A tecnologia também auxilia na reutilização de medicamentos antigos para novas finalidades terapêuticas através do cruzamento de dados globais. O mapeamento genético e a simulação de cenários de saúde pública ajudam a prever riscos de doenças com décadas de antecedência. David Fajgenbaum, cientista da Universidade da Pensilvânia, declarou que “a IA permite navegar livremente pelo conhecimento existente para encontrar pontos de partida onde antes não havia nada”.

O setor oncológico apresenta resultados promissores com a criação de células de defesa reprogramadas por inteligência computacional para atacar tumores incuráveis. Esses “mísseis” do sistema imunológico são desenhados em tempo recorde para identificar marcadores específicos em pacientes terminais. Timothy Jenkins, professor da Universidade Técnica da Dinamarca, ressaltou que “a IA permite projetar chaves moleculares capazes de guiar as células de defesa diretamente até o câncer”. (Com BBC Brasil)

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