Júri analisa responsabilidade de redes sociais em vício de jovens

Redação Plenário

Mark Zuckerberg (centro), CEO da Meta, deixa corte de Los Angeles, na Califórnia (EUA), após ser ouvido em sessão sobre se redes causam vício em crianças. (Imagem: Apu Gomes/AFP)

Tribunal nos Estados Unidos julga se Meta e Google planejaram plataformas para causar dependência em adolescentes

Um júri popular em Los Angeles iniciou a análise da conduta das empresas Meta e Alphabet em relação ao design de seus produtos digitais.

A ação judicial sustenta que as plataformas utilizam mecanismos psicológicos para manter usuários conectados por períodos excessivos.

O caso central envolve uma jovem de 20 anos que desenvolveu depressão e ansiedade durante a adolescência.

O depoimento do chefe do Instagram, Adam Mosseri, negou a existência de um vício clínico causado pelo aplicativo.

O executivo classificou a jornada de 16 horas de uso diário como um “uso problemático”, mas rejeitou a ideia de dependência patológica. Segundo Mosseri, “a empresa trabalha para adicionar recursos que oferecem mais controle aos pais e adolescentes”.

A defesa das companhias tecnológicas alega que a legislação federal as isenta de responsabilidade sobre o comportamento dos usuários.

Os advogados argumentam que os problemas de saúde mental da autora possuem raízes em questões familiares prévias.

O veredito deste processo deve estabelecer um precedente jurídico para outras centenas de ações semelhantes que tramitam na justiça americana.

plugins premium WordPress