Tribunal nos Estados Unidos julga se Meta e Google planejaram plataformas para causar dependência em adolescentes
Um júri popular em Los Angeles iniciou a análise da conduta das empresas Meta e Alphabet em relação ao design de seus produtos digitais.
A ação judicial sustenta que as plataformas utilizam mecanismos psicológicos para manter usuários conectados por períodos excessivos.
O caso central envolve uma jovem de 20 anos que desenvolveu depressão e ansiedade durante a adolescência.
O depoimento do chefe do Instagram, Adam Mosseri, negou a existência de um vício clínico causado pelo aplicativo.
O executivo classificou a jornada de 16 horas de uso diário como um “uso problemático”, mas rejeitou a ideia de dependência patológica. Segundo Mosseri, “a empresa trabalha para adicionar recursos que oferecem mais controle aos pais e adolescentes”.
A defesa das companhias tecnológicas alega que a legislação federal as isenta de responsabilidade sobre o comportamento dos usuários.
Os advogados argumentam que os problemas de saúde mental da autora possuem raízes em questões familiares prévias.
O veredito deste processo deve estabelecer um precedente jurídico para outras centenas de ações semelhantes que tramitam na justiça americana.