Lideranças indígenas reafirmam luta contínua por territórios e direitos
7 de fevereiro marca resistência permanente e cobra respeito à Constituição
“Todo dia é dia de luta. Não tem um dia específico, mas o dia 7 é um dia para se lembrar e fazer uma reflexão”, afirmou Ivaneide Bandeira Cardozo, conhecida como Neidinha Suruí, da Associação Kanindé, ao avaliar o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. Para a liderança, o cenário atual é de retrocessos na política indigenista, com ameaças ampliadas por propostas como o marco temporal e pela desinformação que incentiva invasões de terras.
Segundo Neidinha Suruí, a retirada de invasores em áreas demarcadas em Rondônia cumpre decisões judiciais e não se enquadra na tese do marco temporal. “O que houve foi o cumprimento de uma determinação do Supremo, retirando quem não tinha documento legal para estar dentro da terra”, disse, ao relacionar a proteção dos territórios à preservação ambiental e ao equilíbrio climático que beneficia toda a sociedade.
“É necessário que as pautas indígenas sejam mais respeitadas e que nossas vozes sejam escutadas”, afirmou Walelasoeikigh Suruí, a Kin Suruí, coordenadora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, ao defender protagonismo político da juventude. “Defender os povos indígenas não é favor, é cumprir a Constituição”, disse Ribeiro do Sinpol, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Rondônia, ao afirmar responsabilidade institucional na defesa dos povos indígenas.