Lucros da inteligência artificial devem apoiar o mercado de trabalho

Redação Plenário

O presidente da UN-Water e diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Gilbert F. Houngbo. (Foto: © M.Crozet/ILO)

Diretor-geral da OIT defende a divisão justa dos ganhos tecnológicos entre as corporações e a classe trabalhadora global

A expansão dos sistemas baseados em inteligência artificial modifica de forma profunda a dinâmica de geração de valor no ambiente corporativo internacional. O diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, manifestou a necessidade de mecanismos institucionais que distribuam os ganhos de produtividade com a base laboral. A declaração ocorreu na abertura da reunião anual da agência multilateral, na Suíça.

O representante máximo do braço laboral da Organização das Nações Unidas enfatizou o papel da tecnologia na alteração dos processos decisórios nas empresas. Segundo o ponto de vista manifestado pelo dirigente, a transição para modelos automatizados exige políticas inclusivas para impedir o aumento da desigualdade. A manifestação foca a urgência no estabelecimento de parâmetros éticos para o avanço corporativo.

As principais autoridades monetárias mundiais, como o Banco Central Europeu, avaliam que a inovação tecnológica provocou poucos efeitos práticos no nível de contratações até o momento. Todavia, agências independentes e entidades de direitos humanos alertam para a precarização em setores específicos do ecossistema digital. A ausência de enquadramento formal deixa prestadores de serviços de plataformas digitais sem garantias de previdência social.

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