Mais de 32 mil brasileiros registram intenção de doar órgãos

Redação Plenário

Mais de 32 mil pessoas já utilizaram cartórios para registrar pela internet a intenção de doar órgãos. (© Divulgação/Ministério da Saúde)

Autorização pode ser feita gratuitamente pela internet, mas retirada de órgãos após a morte ainda depende da concordância da família

Mais de 32 mil brasileiros já registraram formalmente a intenção de doar órgãos por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), criada em 2024. Dados dos Cartórios de Notas apontam 32.587 solicitações no país, das quais 18.659 ocorreram em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026.

O procedimento é gratuito e pode ser concluído pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo no sistema e-Notariado, informa os dados pessoais e escolhe um cartório de notas. Depois, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e a decisão. A autorização recebe assinatura eletrônica e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos.

O registro permite indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo a pessoa pretende doar e pode ser revogado. Mesmo com a manifestação formal, a legislação brasileira mantém com a família a decisão sobre a retirada dos órgãos após a morte. A taxa média de recusa familiar está em torno de 45%, enquanto mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por transplantes no Brasil.

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal. O Dia Nacional de Doação de Órgãos será celebrado em 27 de setembro.

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