Marcos Rocha diz que fica no cargo e evita “entregar o Estado a quem traiu”
Governador afirma que prioridade é concluir o mandato e cita saúde como eixo central
“Quando tomo uma decisão é muito difícil voltar atrás”, disse Marcos Rocha ao afirmar que pretende concluir o mandato à frente do governo de Rondônia. Em entrevista a Everton Leoni, na SIC TV, o governador afirmou que não entregará o Estado a alguém em quem não confia, citando ruptura com o vice e usando o termo “traiu” para justificar a decisão de permanecer no cargo, mesmo diante das especulações sobre uma possível candidatura ao Senado.
Rocha relatou um episódio ocorrido durante viagem a Israel, no qual o deputado Jean Oliveira teria articulado uma solução administrativa para permitir que o governador respondesse pelo Estado à distância. Segundo ele, o vice acionou a Justiça para impedir a medida, o que marcou a quebra de confiança. O governador afirmou que costuma ser alvo de recortes e distorções por ser direto e disse que não aceitará repetir esse cenário com a população.
Ao justificar a permanência no cargo, Rocha destacou ações na saúde e disse ter como prioridade viabilizar um novo hospital. Citou melhorias no Hospital de Base, João Paulo II, Regina Pacis e unidades do interior, além de afirmar que a demora no projeto ocorreu após abandono de obra por empresa contratada, com multa de R$ 35 milhões. Segundo ele, a alternativa em análise é a compra de um imóvel, com acompanhamento do Tribunal de Contas, presidido por Wilber Coimbra, e recursos já assegurados para execução.