Natação melhora a saúde, mas também oferece riscos, dizem estudos

Redação Plenário

A natação pode melhorar o condicionamento físico, reduzir dores nas articulações e contribuir para a saúde mental. (Foto: Agência Brasil)

Pesquisas apontam efeitos da atividade sobre o coração, os músculos e a saúde mental, além de riscos de lesões e doenças relacionadas à água

A prática de natação pode trazer benefícios para o coração, os músculos, as articulações e a saúde mental, mas também exige cuidados para evitar problemas de saúde.

Uma revisão científica publicada em 2026 na revista Quality in Sport, com análise de estudos realizados entre 1990 e 2024, identificou efeitos sobre a capacidade cardiovascular, a função respiratória e a força muscular.

A pesquisa também apontou melhora no metabolismo e na mobilidade, embora os efeitos sobre a densidade dos ossos sejam menores do que os observados em exercícios que envolvem sustentação do peso corporal.

A atividade também pode beneficiar pessoas com artrite, artrose e outras condições que provocam dores nas articulações. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a água reduz a carga sobre o corpo e permite a realização de exercícios com menos desconforto.

Uma análise de 18 estudos sobre atividades aquáticas também encontrou resultados favoráveis para sintomas de ansiedade e depressão, mas os pesquisadores ressaltaram a necessidade de pesquisas com mais participantes para confirmar os efeitos ao longo do tempo.

Apesar dos benefícios, a natação pode causar lesões por movimentos repetitivos, especialmente nos ombros, além de fadiga muscular quando a intensidade ultrapassa a capacidade do praticante. Piscinas sem tratamento e manutenção adequados também podem transmitir infecções.

Em orientações publicadas em 2025, o CDC apontou diarreia, irritações na pele, infecções de ouvido e problemas respiratórios entre as doenças relacionadas à exposição à água. O órgão destaca que o parasita Cryptosporidium, responsável por infecções intestinais, pode sobreviver por mais de sete dias mesmo em piscinas com cloração adequada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou de 75 a 150 minutos de exercícios intensos, metas que podem incluir a natação.

A orientação também prevê exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. Para quem pretende começar, a progressão do esforço deve respeitar as condições físicas e eventuais restrições de saúde. A supervisão de crianças, a presença de profissionais capacitados e a manutenção das piscinas são medidas para reduzir acidentes e exposição a agentes infecciosos.

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