Organizações alertam para riscos após vazamento na Foz do Amazonas
Incidente reacende críticas à exploração de petróleo em área sensível
Organizações indígenas e ambientalistas manifestaram preocupação após o registro de vazamento de fluido durante perfuração de pesquisa na Foz do Amazonas. A Petrobras confirmou que o incidente ocorreu a cerca de 175 quilômetros do Amapá, no domingo, e informou que as atividades foram paralisadas, alegando que o material é biodegradável e está dentro dos limites legais de toxicidade.
“Incidentes desse tipo evidenciam os riscos estruturais da exploração de petróleo em uma das regiões mais sensíveis do planeta”, afirmou o Instituto Internacional Arayara. Entidades indígenas do Amapá e do Norte do Pará disseram que o vazamento confirma os “piores temores” das comunidades tradicionais e apontaram ameaça direta aos ecossistemas marinhos e aos modos de vida de povos que dependem da região.
A Petrobras informou que notificou os órgãos competentes e que não há risco à segurança da operação. O episódio ocorre em meio a disputas judiciais envolvendo o licenciamento concedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, alvo de ações de organizações socioambientais e do Ministério Público Federal, que questionam falhas nos estudos ambientais e a ausência de consulta prévia às populações afetadas.