Legenda protocolou notícia-crime com alegação de falsidade ideológica e alteração indevida de dados no sistema.
O partido Missão protocolou uma notícia-crime no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (14) para pedir apuração sobre a inserção indevida do nome do candidato Flávio Bolsonaro na lista de filiados da legenda.
O documento leva a assinatura de Renan Santos, dirigente da sigla e também postulante à Presidência da República. A peça jurídica aponta indícios de falsidade ideológica e adulteração de informações no banco de dados da Justiça Eleitoral.
O órgão judicial descartou a hipótese de invasão cibernética em seus sistemas e atribuiu a irregularidade ao uso indevido de credenciais por um usuário cadastrado junto ao partido Missão.
O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, ordenou o restabelecimento imediato do vínculo partidário de Flávio Bolsonaro com o Partido Liberal. A medida permitiu o prosseguimento do registro oficial da candidatura do parlamentar sem prejuízos ao cronograma da disputa.
O episódio motivou a suspensão temporária do processamento de novos cadastros no Sistema de Filiação Partidária. Durante a checagem das plataformas digitais, a equipe técnica da Justiça Eleitoral também identificou uma tentativa de inclusão fraudulenta do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outra agremiação política, mas o registro acabou bloqueado antes da consolidação.