Estudo mostra aumento de mulheres em postos de chefia e relevância de servidores de carreira
A pesquisa Lideranças Públicas no Brasil revelou que homens ocuparam 75% dos postos de direção no serviço público federal entre 1999 e 2025. O levantamento estatístico indicou que pessoas brancas exerceram 78% destas funções de chefia no mesmo intervalo. Os cidadãos pretos representaram 3% do total de dirigentes, enquanto a parcela de pardos correspondeu a 14%.
A análise desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontou crescimento recente na participação feminina, que atingiu patamar próximo a 40% das vagas de comando. Os técnicos verificaram que as contratações externas serviram como vetor para a diversidade institucional de raça e gênero. Esse modelo de recrutamento perdeu espaço a partir de 2004 devido à introdução de normas que exigem cotas mínimas de servidores efetivos.
Os funcionários públicos concursados representaram 63% dos cargos de alto escalão na esfera federal ao longo das últimas duas décadas. Cerca de 75% dos gestores possuíam experiência anterior na administração e 86% concluíram o ensino superior. A filiação partidária formal abrangeu 16% deste universo, que registrou uma permanência inicial inferior a dois anos na maioria dos postos de trabalho examinados.
O coordenador do projeto, Felix Lopez, defendeu a relevância dos dados para a compreensão sobre a máquina estatal. “Toda discussão sobre capacidade estatal passa, em algum momento, por sabermos quem governa a máquina pública e qual a lógica de seleção das pessoas que ocupam posições dirigentes”, declarou o pesquisador. O relatório completo integrará o Boletim de Análise Político-Institucional.