Prefeitura avalia pontos da capital para instalar estruturas que impedem o avanço de resíduos pelos cursos d’água
Garrafas PET, embalagens e outros resíduos descartados nas ruas e nos cursos d’água acabam levados pelos igarapés de Porto Velho. Para conter o avanço desse material, a Prefeitura estuda instalar ecobarreiras em pontos da capital. A estrutura fica presa às margens e retém o lixo transportado pela água para posterior retirada.
No fim de semana, o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, vistoriou os igarapés Belmont, Santa Bárbara e do Botinha ao lado de Diego Saldanha, criador do projeto Ecobarreira do Rio Atuba, de Curitiba. “São locais que reúnem características importantes de estrutura, segurança e facilidade de execução. A visita serve para identificar qual deles é o mais adequado para iniciarmos o trabalho”, afirmou Giovanni Marini, secretário executivo de Serviços Básicos.
Após a instalação, equipes de limpeza urbana ficarão responsáveis pela retirada dos resíduos retidos, enquanto materiais que possam ser reaproveitados deverão seguir para a Cooperativa Catanorte. “O principal benefício é impedir que esses resíduos avancem pelos igarapés. Nossas equipes fazem a retirada, e boa parte do material pode seguir para reciclagem”, disse Giovanni Marini.
A equipe técnica ainda vai definir o local, o modelo e os recursos necessários para colocar o projeto em prática. Segundo Diego Saldanha, criador do projeto Ecobarreira do Rio Atuba, “Precisamos analisar o tamanho, a largura e a profundidade de cada córrego para definir qual modelo pode ser usado”. Caso a proposta avance, Porto Velho poderá receber a primeira ecobarreira de Rondônia.