Porto Velho registra pior qualidade do ar do Brasil nesta quinta

Redação Plenário

Porto Velho apresentou o pior índice de qualidade do ar entre as cidades brasileiras monitoradas pela IQAir na manhã desta quinta-feira (15). (Foto: G1 Ro)

Fumaça de incêndios no Amazonas eleva poluição na capital de Rondônia, que registrou índice de 125 pontos nesta quinta-feira (15)

Porto Velho registrou a pior qualidade do ar do Brasil na manhã desta quinta-feira (15), segundo levantamento da plataforma IQAir. Por volta das 7h, a capital de Rondônia atingiu 125 pontos no Índice de Qualidade do Ar (IQA), nível considerado prejudicial para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

O bairro Olaria apareceu entre os locais com maior concentração de poluentes. A fumaça tem origem em incêndios florestais no Amazonas e chega à cidade por meio dos ventos, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O Amazonas contabilizou 1.380 focos de incêndio nos dez primeiros dias de outubro, aumento de 271% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

O meteorologista Lucas Coelho, do Inmet, explicou como a fumaça chega a Rondônia. “Se existem focos de queimadas pelo caminho nessa direção em que o vento vai passar e depois vai chegar até Rondônia, a dispersão desses poluentes acaba chegando também ao estado de Rondônia, o que coincide com o que a gente tem observado”, explicou.

O levantamento da IQAir identificou concentração de 45,3 microgramas por metro cúbico de partículas PM2.5, capazes de penetrar no sistema respiratório e alcançar a corrente sanguínea.

O índice supera em cerca de nove vezes o valor de referência anual de 5 microgramas por metro cúbico estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), concentrações de até 25 microgramas por metro cúbico são classificadas como boas na escala utilizada pelo sistema.

Além da fumaça, Porto Velho enfrenta os efeitos da estiagem. Nesta quinta-feira, o rio Madeira atingiu 2,45 metros, cerca de um metro abaixo do nível esperado para outubro. A situação levou o município a decretar emergência, com mais de 22 mil pessoas afetadas, conforme dados da Defesa Civil Municipal. O meteorologista Lucas Coelho explicou que a ausência de chuvas, o aumento das temperaturas e o ressecamento da vegetação favorecem a propagação dos incêndios na região amazônica.

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