Cotação do barril Brent dispara após planos militares de ataques pontuais contra Teerã virem a público
A cotação do petróleo bruto atingiu o patamar mais elevado desde o início do conflito na Ucrânia. O movimento ocorre após a divulgação de que o Comando Central dos EUA elaborou planos de ataques contra o Irã para romper o impasse diplomático. O barril do tipo Brent registrou salto de quase 7% e operou na casa dos US$ 116 nas bolsas europeias, o que reflete o temor de interrupção no fornecimento global de energia.
O fechamento prático do Estreito de Ormuz encarece o frete marítimo e pressiona o valor dos combustíveis nas bombas. Especialistas do setor apontam que a alta do insumo provoca uma reação em cadeia em setores dependentes de derivados, como a indústria de plásticos, fertilizantes e aviação. O custo da ureia para a agricultura apresenta forte elevação, o que deve impactar o preço final dos alimentos ao consumidor ainda neste ano.
Economistas projetam um aumento generalizado da inflação em decorrência dos custos operacionais mais altos nas fábricas e no transporte de mercadorias. No Brasil, o Banco Central revisou a previsão inflacionária para 4,86% até o fim de dezembro sob influência direta da crise internacional. A persistência dos preços elevados pode levar autoridades monetárias a manter taxas de juros restritivas para conter o avanço do custo de vida.
O Fundo Monetário Internacional adverte que a escalada prolongada no Oriente Médio coloca a economia mundial em risco de recessão. Em algumas nações, governos já determinam a suspensão de atividades escolares para economizar combustível. Autoridades do governo americano defendem que o impacto econômico temporário é necessário para assegurar metas de segurança de longo prazo e frear o desenvolvimento nuclear iraniano.