Quadrilha atuava em com lavagem de R$ 30 milhões desviados via Pix

Redação Plenário

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de veículos e embarcações de luxo em Porto Velho. (Foto: Polícia Federal)

Ação da Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de bens de luxo e contas bancárias

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (Ficco/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Ouroboros.

O objetivo da ação é desarticular um grupo criminoso sediado em Porto Velho especializado em lavar dinheiro desviado de instituições financeiras por meio de ataques cibernéticos e transferências ilícitas.

Durante a ofensiva policial, foram cumpridos mandados para prender oito pessoas e realizar 18 buscas e apreensões domiciliares. Até o início da manhã, seis suspeitos haviam sido presos e dois permaneciam na condição de foragidos.

A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de até R$ 30 milhões nas contas bancárias dos investigados, além do sequestro de bens de alto valor, incluindo automóveis de luxo como um Camaro e motos aquáticas.

De acordo com as apurações da Polícia Federal (PF), os desvios ocorreram entre os anos de 2025 e 2026. Em uma única investida criminosa, o prejuízo provocado às instituições atingiu R$ 30 milhões em movimentações efetuadas via Pix. A célula localizada na capital rondoniense recebia frações dos montantes para operacionalizar a lavagem dos capitais.

O esquema funcionava a partir do aliciamento de terceiros, que cediam suas contas bancárias para fracionar e dispersar o dinheiro ilícito. Em seguida, os valores eram convertidos em criptomoedas para ocultar a origem dos recursos e reintroduzi-los no mercado formal com aparência de legalidade.

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